Semana Nacional da Conciliação reunirá 40 conciliadores em Campina Grande

A Semana da Conciliação em Campina Grande, que acontece no período de 2 a 6 de dezembro, contará com grande número de pessoas envolvidas. Dentre elas estão convocadas 32 servidores, 5 juízes, 8 peritos e 40 conciliadores, estes últimos bacharéis ou estudantes de Direito de diversas instituições de ensino.

O evento é uma ação desenvolvida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com os Tribunais de Justiça de todo o país. O objetivo do evento é promover acordos conciliatórios e disseminar a cultura da paz, o que é feito através de audiências.

Nesse contexto, o papel dos conciliadores é fundamental para o funcionamento do evento, segundo avaliação do conciliador Bernardo Franca, do Tribunal de Justiça da Paraíba. A audiência se dá na presença dos conciliadores, das partes e seus advogados, e o representante da empresa em questão.

“O conciliador atua como facilitador e estimulador do diálogo. As partes se deixam levar pelas emoções, já o conciliador não. Dessa forma, ele pode vir a sugerir um acordo, sendo com o consentimento das partes”, explica Bernardo franca.

Para o servidor do TJ, também instrutor do Conselho Nacional de Justiça, Bernardo Franca, a colaboração desses membros nos mutirões para o judiciário paraibano é importante. “É através dos mutirões que o Poder Judiciário pode acelerar as audiências, agilizando o andamento das pautas”, afirma.

Já foram treinados por Bernardo Franca mais de 300 pessoas, com a finalidade de poderem desempenhar o papel de conciliador. Dentre os treinados pelo TJPB, está o aluno de Direito da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas (Facisa), de Campina Grande, Frederico Coutinho.

O estudante informou que o estilo de vida e o fato de querer contribuir para com a sociedade o levaram a ser conciliador. Para Frederico Coutinho, poder estar sendo a via de comunicação entre quem precisa e quem decide é gratificante. “Estou para fazer o bem, ajudar quem precisa a resolver o problema”, ressalta.

Para ser conciliador, é necessário ser bacharel em Direito ou estudante do Curso. É pré-requisito um curso de capacitação de 20h semanais e existe, ainda, um outro módulo complementar de 20h. Eles são submetidos a treinamento e recebem instruções e noções básicas de ferramentas de conciliação.

Com o conhecimento adequado, é feito com que a boa comunicação seja estabelecida. Laise Kylyan, bacharel em direito e também conciliadora cadastrada no Núcleo de Conciliação do TJPB, por exemplo, lembra que o conciliador é responsável pela expansão dessa cultura de conciliação.

Mutirões – São ações desenvolvidas pelo TJPB, conforme recomenda o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), dentro da programação da Semana Nacional de Conciliação. O objetivo do evento é ampliar o número de feitos conciliados e reduzir a taxa de congestionamento processual. Caso o cidadão ou instituição tenha interesse em incluir o processo durante Campanha, deve procurar, com antecedência, o tribunal em que o caso tramita.

Por Karina Negreiros (estagiária)