TJPB firma convênio com Iesp para instalar Centro de Conciliação nas varas cíveis da Capital


Um convênio entre o Tribunal de Justiça da Paraíba e a Instituição de Ensino Superior (Iesp) foi firmado na manhã desta quarta-feira (27), para criação do Centro de Conciliação e Mediação das caras cíveis da Capital, que deve entrar em funcionamento nos próximos 30 dias. O acordo dá cumprimento às recomendações do Conselho Nacional de Justiça e do Ministério da Educação e amplia a parceria já existente entre as duas instituições.

Durante o evento, a presidente do TJPB, desembargadora Fátima Bezerra Cavalcanti, afirmou ser muito importante o interesse das universidades e faculdades em se tornarem parceiras nestas causas. “Esta justiça alternativa é o trabalho do futuro. Precisamos incentivar a conciliação, mostrando que esta prática, realizada por pessoas capacitadas, evita a judicialização dos conflitos e faz com que as partes saiam, interiormente, mais satisfeitas”, argumentou.

A diretora do Núcleo de Conciliação, desembargadora Maria das Graças Morais Guedes ressaltou a importância da humanização no exercício deste trabalho, desde o recebimento das partes, criando o ambiente propício à conciliação. “Além disso, é uma aposta que o Tribunal já faz nas gerações futuras, sedimentando nos alunos esta filosofia de uma cultura de paz”, acrescentou.

O diretor adjunto do Núcleo, juiz Bruno Azevedo, contou que o Iesp e o Tribunal já realizavam um trabalho juntos, através dos centros de conciliação do Fórum Cível de João Pessoa e de Cabedelo. “Estamos ampliando, em virtude dos números positivos que este trabalho em parceria gera. O Iesp vai colocar à disposição do novo centro mais recursos humanos e materiais, conciliadores e mediadores capacitados, mobília necessária”, assegurou.

Cerca de 70 alunos do Iesp já atuam através de revezamento em conciliações extrajudiciais, conforme explicou o coordenador do curso de Direito da Instituição, professor José Carlos. “Agora, mais 40 dicentes em média vão lidar com a conciliação judicial, nos processos já existentes”, salientou. Ele disse, também, que o convênio contribui para desafogar o Judiciário e dotar os alunos de uma prática fundamental.

Para o diretor geral da Faculdade, professor José Ednaldo de Lima, os benefícios já começam pela possibilidade de os alunos estarem nas dependências do Judiciário, adquirindo novos conhecimentos. “Eles têm a possibilidade de participar ativamente de uma prática importante, convivendo com causas de natureza diversa que circulam nos centros. Isso agrega qualidade aos futuros operadores do Direito”, disse o diretor.

Fonte: TJPB – Gecom – Gabriela Parente